EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA, VÓS OS RAMOS.

“Eu Sou a Videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15. 5)

“Eu sou a videira verdadeira”.

Essa declaração do Senhor Jesus, devidamente compreendida é por demais confortadora. Não somos nós a videira verdadeira. Não precisamos se quer tentar. A responsabilidade de produzir frutos é nossa, através do Senhor Jesus.
Deus tem a Sua videira, a qual é toda suficiente para produzir os frutos que honram o Seu nome, e comunicam Sua graça aos pecadores. É como se o Senhor Jesus estivesse levantando dos escombros de uma videira fracassada (Israel) dizendo: de agora em diante a videira verdadeira sou Eu e ninguém mais.
Os frutos para a glória do Pai serão encontrados em mim e em nenhum lugar. O tempo do homem ser a videira já passou e o fracasso por ele experimentado deve ser julgado e o castigo deve cair sobre mim através da cruz...
Mas e a nossa parte onde fica? João 15:5. Nós somos as varas, através das quais a videira verdadeira produz os seus frutos. Isso lança luz sobre aquele texto de Paulo onde ele diz: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus...” Gál. 3:19-20
Esse texto nos apresenta um Paulo morto e ao mesmo tempo um Paulo vivo. Um Paulo morto que está morto com Cristo e que ao mesmo tempo vive em Cristo. O Paulo morto é o Paulo, a videira, que em vão procurava produzir bons frutos;
O Paulo vivo era o Paulo, a vara, através da qual a videira verdadeira, o Senhor Jesus produzia frutos para honra de Deus e comunhão de Sua graça ao pecador.
Era como se Paulo estivesse dizendo: tudo de bom que se vê em mim não é obra minha, mas de Cristo. Nosso grande problema é que, imperceptivelmente assumimos em nosso dia-a-dia a responsabilidade de sermos nós mesmos a videira. Tomamos decisões e fazemos votos como se fôssemos capazes de cumpri-los.
A responsabilidade de produzirmos frutos nos deixa tensos e conseqüentemente predispostos ao pecado. Daí a razão de tantos fracassos após tantos votos. Quantas vezes você já não fez votos de fidelidade no que diz respeito aos dízimos do Senhor? Quantas vezes não fez planos de ofertar regular e sistematicamente? No entanto, tem experimentado um fracasso após o outro. Não é o caso de o irmão estar tentando ser ele mesmo a videira? O Senhor Jesus quer que reconheçamos isto e que confessemos a Ele nossa falha, nossa tentativa.
Se dissermos: “Oh, Senhor Jesus, mais uma vez estou tentando ser eu mesmo a videira, perdoe-me por isso e me aceite tão somente como uma vara, através da qual tu possas produzir o Seu fruto.” Neste exato momento, o Senhor Jesus assume a condição de videira em nossa vida e começa exatamente aí a produzir o fruto do Espírito, e que fruto! Gál. 5:22
Aqui está. Fidelidade é uma das virtudes oriundas do fruto do Espírito Santo. De nós mesmos jamais seremos fiéis, pois fidelidade é um fruto única e exclusivamente do Espírito. Fidelidade ao cônjuge, fidelidade à igreja no que tange as suas doutrinas, fidelidade nos negócios, fidelidade ao patrão ou empregador, fidelidade ao empregado ou funcionário, fidelidade nos Dízimos e nas Ofertas.
Fidelidade deve ser uma característica na vida do cristão, fidelidade em tudo. Se fizermos os nossos votos de fidelidade confiando no Espírito Santo e entregando nossa vida a Ele, certamente estes votos serão cumpridos em nossa vida, e isto para glória do Pai e a comunicação de Sua graça aos pecadores.” (Transcrito)

Tenho certeza de que se você estiver ligado à Videira Verdadeira que é Jesus, sendo um ramo totalmente dependente dele, o fruto virá e não falhará.

Graça e Paz,

Pr. Esmael Queiroz de Oliveira
29/01/08
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