AS BÊNÇÃOS DE PERMANECER EM CRISTO



“Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornarei meus discípulos.” (João 15. 4 – 9).


Temos pedido do Senhor A Palavra, acerca deste capítulo 15 de João que foi a nossa inspiração pra dar o nosso ao Ministério Videira. Não é demais afirmar que este capítulo tem ensinamentos inesgotáveis pra nossas vidas. Eu sou grato ao meu Deus pelo meu Seminário. Ele não durou apenas 5 anos fazendo Teologia; mas, começou ainda bem cedo, do meu nascimento até quando eu completei 18 anos, morando numa área rural, numa fazenda. Tudo fica mais fácil pra eu entender na Bíblia quando o assunto é relacionado à plantação, ao gado e etc. Só lamento não ter conhecido mais sobre VIDE, pois onde nasci não é local adequado para o cultivo em grande escala.

Quero elucidar algumas verdades que estão implícitas e até mesmo explícitas nestes versículos acima:

1. O RAMO NÃO PRODUZ FRUTO POR SI SÓ.

Jesus é enfático: “permanecei em mi, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós podeis dar, se não permanecerdes em mim”. (Jo. 15. 4). Acho muito forte, verdadeiro e magnífico, o comentário feito por Broadman sobre esta afirmação de Jesus: “Jesus se apresentava como a videira verdadeira, Jesus se apresentava como constituindo o verdadeiro Israel”. Como seu Pai se assemelhava ao viticultor, o uso da autodesignação divina, “Eu Sou (ego eimí), sugeria, de modo claro, sua identidade e sua subordinação ao Deus de Israel”. O propósito fundamental da analogia da vara e da videira era descrever um relacionamento permanente entre Cristo e o crente, semelhante ao firmado entre Israel e Yahveh, para que desse muito fruto. (Leia Isaias 5. 2 e Oséias 10. 1)

Jesus é tão seguro da sua posição que ele continua afirmando-nos: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

2. SÓ TENHO VIDA SE EU ESTIVER ARRAIGADO EM JESUS.

“Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.”
O aviso de que toda a vara em mim (isto é, qualquer discípulo) que não dá fruto será cortado e lançado fora para ser queimado no fogo é uma reminiscência do Velho Testamento, em que todas as principais passagens sobre videiras acabam numa nota de Juízo dessas naturezas. (Is. 5. 5 – 7; Jer. 2. 21b; Os. 10. 2; Ez. 15. 6 – 8; Sal. 80. 12 – 16). Relembra também a rejeição, por parte de Jesus, da figueira, por ostentar folhagem sem fruto (Marcos 11. 12 – 14). Tem tudo a ver também com aqueles que bebiam indignamente do fruto da videira. E o que é beber indignamente? É participar sem discernir, sem valorizar devidamente. Sem entender que o fruto da videira deixa de ser simplesmente fruto e passa a ser um com o corpo que o absorve. Significa que recebo todas as suas propriedades curativas. Por isso sou sarado.

“O desenvolvimento do conceito de “permanência”, para descrever o relacionamento entre a videira e seus ramos, aparece 10 vezes nos versículos 4 – 10. Significando:

1. Em vez de ser absorvida, absorcionista, a identidade é preservada – permanecei em mim e eu permanecerei em vós.

2. O conteúdo do relacionamento não é êxtase, mas o amor – permanecei em mim significa, permanecei no meu amor.

3. A união das duas partes tem um objetivo: Dar frutos.
4. O elo entre Cristo e o crente não é mantido pela imediatez de uma experiência emocional, mas pela permanência em suas palavras, concedidas na história e mediadas através da vida de uma comunidade humana.

Finalizando, todo relacionamento permanece sob juízo (v.6); graça (v. 3), Privilégio (v. 7). De um lado, há mandamentos a guardar e de outro há alegria, gozo que pode ser completo (Jo. 16. 24 e Jo. 17. 13).

Graça e Paz,

Pr. Esmael Queiroz de Oliveira

07/02/08
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