PASSANDO POR PROVAÇÕES. |
“Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse ao Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita; corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo? Como o teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem.” (II Reis 4. 25 – 26) Este texto ensina-nos muitas lições. No versículo 8, fala de que esta mulher era mui rica. A primeira coisa que alguém muito rico pensa em fazer quando um problema relacionado à doença chega a sua casa, é buscar ajuda médica. E sempre o melhor, nos melhores centros, nos melhores hospitais. Também alguém muito rico tem a tendência de ir ajuntando riquezas sobre riquezas. Entretanto, esta mulher foi sensível ao ponto de procurar seu marido (v. 9) e dizer: “Vejo que este homem é santo homem de Deus” – indicando ter sensibilidade às coisas do Espírito. O texto nos versículos 20 e 21 diz que ela tendo o seu filho voltado do campo com uma forte dor de cabeça, tomou-o, colocando no colo. Ao meio dia o garoto morreu. Interessante que a mortandade que assola ao meio dia, atuava livremente nesta época, razão pela qual escreveu o salmista no Salmo 91, 1 – 6, sobre este demônio que tem ainda matado muita gente por volta do meio dia nos hospitais. Quero destacar as seguintes lições: 1. NA PROVAÇÃO SE DEVE PROSTRAR DIANTE DE DEUS. Ao invés de ficar prostrada, reclamando, ela tomou uma atitude: Colocou o seu filho sobre a cama do homem de Deus. Ela tinha convicção de que o filho foi presente de Deus. E como Jó, com essa sua atitude, estava dizendo: “O Senhor deu, o Senhor tomou, louvado seja o nome do Senhor”. A mulher com aquela atitude estava atribuindo a Deus toda a sua esperança. Às vezes nos dias de dificuldades, temos a tendência de fazer tudo, menos confiar na soberania de Deus. O rei Salomão escreveu um Provérbio muito sério: “Se no dia da angústia te mostrares fraco, a tua força será pequena”. 2. NA PROVAÇÃO DEVEMOS CONFESSAR A BENÇÃO, NÃO O PROBLEMA. A nossa boca fala daquilo que está cheio o nosso coração, assevera-nos a Bíblia. Se sua confissão foi de derrota, você está derrotado. Mas, se sua confissão for: “Cairão mil de lado, dez mil de outro, mas eu não serei atingido, porque Deus está comigo!”, serás um vencedor. Qual tem sido a confissão de sua boca? A bênção, ou o problema? A mulher sunamita disse ao ser indagado se estava bem: Está tudo bem contigo? Ela respondeu: TUDO BEM. 3. NA PROVAÇÃO, TEMOS QUE ESTABELECER A DIFERENÇA ENTRE INTERROGAÇÃO E MURMURAÇÃO. No versículo 28, a sunamita faz uma pergunta: “Pedi eu ao meu Senhor algum filho?” Exatamente por termos liberdade de indagar, de perguntar, precisamos ficar alertas para que o diabo não nos leve a transformar nossas indagações naturais em MURMURAÇÃO. Quando ficamos dizendo: “Por que eu Senhor?”; estamos querendo atribuir a Deus a culpa. Estamos querendo chamá-lo de insensível, injusto, etc. Deus nos incentiva a entrar em pleito com Ele. Mas MURMURAR é pecado. E o salário do pecado é a morte. E a morte sela o destino da alma. 4. NA PROVAÇÃO DEVEMOS CONFESSAR A VITÓRIA. Deus com certeza se alegra quando nós confessamos a vitória e não nos portamos como perdedores. Confessar vitória depois que acabou a partida, qualquer um faz. A questão é você crer antes. Desejo que sua vida possa ser moldada a partir desse exemplo. E que estas lições sirvam como norte pra sua vida. Graça e Paz Pr. Esmael Queiroz de Oliveira |
31/03/08
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